terça-feira, 14 de outubro de 2014

Era de aparências

É triste pensar nas coisas que fazem sucesso ultimamente. Não pretendo criticar ninguém, nada disso. Mas venho expor um pensamento de massa, que é costume chamar de "moda". Sim, todos nós somos influenciados por algo, seja ruim ou bom. Mas isso acaba formando pessoas sem personalidade e ideais unificados ao que a grande massa aceitaria. 

Isso todos sabem. Mas porque é tão difícil expor uma opinião? Vejo que a culpa não é do moço que "vai com os outros", mas de pessoas que são capazes de aniquilar um outro ser simplesmente por este pensar diferente. Na era digital (não que eu tenha vivido na época do pombo correio - o que seria legal), vê-se discussões de pessoas autodenominadas socialistas-cheguevara-deiphone versus capitalistas-coxinhas-dehillux-em56vezes. Me desculpem o estereótipo, mas é tudo tão comum em uma sociedade na qual o aparentar é mais importante.

 Atualmente, não importa mais a bagagem de conhecimento que uma pessoa coleciona em sua mente. É mais viável (e na moda) que se dê uma boa resposta socialmente correta ao do contra no facebook. Também não importa se alguém está endividado porque gastou mais do que devia, o importante (e na moda) é que tenha o produto. E não importa se alguém está ou não se divertindo em algum lugar, o importante (e na moda) é que confirme sua presença nas redes sociais e depois poste umas poucas 988655 fotos nas redes sociais.

Toda essa onda de ostentação só mascara, ainda mais, pessoas que, em seu interior, são bem diferentes dessa realidade vivida. E que, por muitas vezes, não conhecem nem a si mesmas. Elas preferem interagir com máquinas do que com pessoas, preferem atualizar o status do que viver a vida. Estão fingindo para serem aceitas?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"Por que as pessoas escrevem tão mal?", de Steven Pinker

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"Por que tanta gente escreve tão mal? Por que é tão difícil entender uma decisão de governo, ou um artigo acadêmico, ou as instruções para configurar uma rede sem fio em casa?

A explicação mais popular é que a prosa opaca é uma escolha deliberada. Burocratas insistem em fazer uso de jargões para cobrir sua anatomia. Escritores de tecnologia de visual hispter se vingam dos atletas que chutaram areia em seus rostos e das meninas que se recusaram a namorá-los. Pseudointelectuais cheios de biquinhos usam de um palavreado obscuro para esconder o fato de não terem nada a dizer, na esperança de enganar seu público com jargões pretensiosos.
Mas esta teoria enganosa torna muito fácil demonizar as pessoas, deixando-nos fora do gancho. Ao explicar qualquer falha humana, a primeira ferramenta a qual recorro é a Navalha de Hanlon: nunca atribua à malícia o que é adequadamente explicado pela estupidez. O tipo de estupidez que tenho em mente não tem nada a ver com a ignorância ou o baixo QI; na verdade, muitas vezes são os mais brilhantes e mais bem informados que mais sofrem disso.
Certa vez fui a uma palestra sobre biologia dirigida ao grande público em uma conferência sobre tecnologia, entretenimento e design. A palestra também estava sendo filmada para transmissão pela internet a milhões de outros leigos. O orador era um biólogo ilustre que havia sido convidado para explicar seu recente avanço nos estudos da estrutura do DNA. Ele fez uma apresentação técnica repleta de jargões, adequada a seus colegas biólogos moleculares, e logo ficou evidente para todos na sala que ninguém entendia patavinas e ele estava perdendo o seu tempo. Evidente para todos, isto é, exceto para o biólogo. Quando o anfitrião interrompeu e pediu-lhe para explicar o trabalho de forma mais clara, ele pareceu genuinamente surpreso e nem um pouco irritado. É desse tipo de estupidez que estou falando.
É a chamada Maldição do Conhecimento: a dificuldade de imaginar como é para alguém não saber algo que você sabe. O termo foi cunhado por economistas para ajudar a explicar por que as pessoas não são tão astutas na negociação quanto poderiam ser, sendo que muitas vezes possuem informações que o seu adversário não tem. Os psicólogos às vezes chamam isso de cegueira mental. Em um experimento didático para comprová-la, uma criança vem ao laboratório, abre uma caixa de confeitos de chocolate M&Ms e fica surpresa ao encontrar lápis ali. Não só a criança pensa que outra criança que entrar no laboratório de alguma forma saberá que a caixa está cheia de lápis, como vai dizer que ela mesma sabia que havia lápis ali o tempo todo!
A Maldição do Conhecimento é a melhor explicação do porquê as pessoas boas escrevem numa prosa ruim. Simplesmente não ocorre a elas que seus leitores não sabem o que elas sabem – que não dominam o jargão de seu meio, que não conseguem adivinhar os passos perdidos que parecem demasiadamente óbvios para serem mencionados, que não têm como visualizar uma cena que para elas é tão clara como o dia. E assim, o escritor não se preocupa em explicar o jargão, ou em explicitar a lógica, ou em fornecer os detalhes necessários.
Qualquer um que deseje acabar com a Maldição do Conhecimento primeiro deve avaliar o quão diabólica é esta maldição. Tal como um bêbado que está ébrio demais para perceber que não tem condições de dirigir, nós não notamos a maldição porque ela mesma nos impede de perceber. Trinta estudantes me mandaram arquivos de seus trabalhos com o nome “trabalho.doc psicologia”. Se entro em um site de seguros de viagens, devo decidir se clico em GOES, Nexus, GlobalEntry, Sentri, Flux ou FAST, termos burocráticos que nada significam para mim. Meu apartamento está cheio de gadgets dos quais nunca consigo me lembrar como utilizar por causa de botões inescrutáveis que devem ser pressionados por um, dois ou quatro segundos, às vezes dois de cada vez, e que muitas vezes fazem coisas diferentes, dependendo de “modos” invisíveis acionados por outros botões. Tenho certeza de que tudo estava perfeitamente claro para os engenheiros que os projetaram.
Multiplique essas frustrações diárias por alguns bilhões de vezes, e você começará a ver que a maldição do conhecimento é uma chatice generalizada sobre os esforços da humanidade, a par com a corrupção, doenças e entropia. Quadros de profissionais caríssimos – advogados, contabilistas, gurus de computador, atendentes de suporte de empresas – drenam enormes quantias de dinheiro da economia para esclarecer textos mal redigidos.
Há um velho ditado que diz: “Por falta de um prego a batalha foi perdida”, e o mesmo vale para a falta de um adjetivo: a Carga da Brigada Ligeira durante a Guerra da Crimeia é apenas o exemplo mais famoso de um desastre militar causado por ordens vagas. O acidente nuclear de Three Mile Island, em 1979, foi atribuído à má redação (operadores interpretaram erroneamente o selo de uma luz de alerta), assim como muitos acidentes aéreos fatais. O visual confuso da “cédula em borboleta” entregue aos eleitores de Palm Beach na eleição presidencial de 2000 levou muitos adeptos de Al Gore a votarem no candidato errado, o que pode ter favorecido George W. Bush, mudando o curso da história.
Mas como podemos acabar com a Maldição do Conhecimento? O tradicional conselho “sempre lembre-se do leitor sobre seu ombro” não é tão eficaz quanto se poderia pensar. Nenhum de nós tem o poder de enxergar todos os pensamentos alheios, de modo que se esforçar ao máximo para se colocar no lugar de outra pessoa não faz de você muito mais preciso para descobrir o que a pessoa sabe. Mas é um começo. Então é isso: “Ei, estou falando com você. Seus leitores sabem muito menos sobre o assunto do que você pensa, e a não ser que você rastreie o que você sabe e eles não, certamente irá confundi-los”.
A melhor maneira de exorcizar a Maldição do Conhecimento é fechando o ciclo, como os engenheiros dizem, e obter um retorno do universo dos leitores, isto é, mostrar um projeto para pessoas semelhantes ao seu público-alvo e descobrir se elas são capazes de acompanhá-lo. Os psicólogos sociais descobriram que somos confiantes demais, às vezes ao ponto da ilusão, a respeito de nossa capacidade de inferir o que as outras pessoas pensam, até mesmo as pessoas mais próximas de nós. Somente quando consultamos as pessoas é que descobrimos que o que é óbvio para nós não é óbvio para elas.
O outro jeito de escapar da Maldição do Conhecimento é mostrando o projeto para si, de preferência depois de ter se passado tempo suficiente para o texto deixar de ser familiar. Se você é como eu, vai se flagrar pensando: “O que eu quero dizer com isso?”, ou “Para onde isso vai?”, ou muitas vezes “Quem escreveu esta porcaria?”. A forma pela qual os pensamentos ocorrem a um escritor raramente é a mesma com que são absorvidos por um leitor. Conselhos sobre a escrita não são exatamente conselhos sobre como escrever, e sim como revisar.
Muitos dos conselhos aos escritores têm o tom de um conselho moral, de como ser um bom escritor vai fazer de você uma pessoa melhor. Infelizmente, para a justiça cósmica, muitos escritores talentosos são canalhas, e muitos ineptos são o sal da terra. Mas o imperativo de superar a Maldição do Conhecimento pode ser o pequeno conselho profissional que mais se aproxima do conselho moral: sempre tente sair de sua mentalidade provinciana e descubra como as outras pessoas pensam e sentem. Pode não fazer de você uma pessoa melhor em todas as esferas da vida, mas vai ser uma fonte de contínua bondade para com os seus leitores."
Tradução e edição de Fernanda Lizardo. Reprodução de artigo de Steven Pinker [“The Source of Bad Writing”, The Wall Street Journal, 25/9/2014]

Porque rir faz bem


Eu gosto de pessoas que riem.
Daquelas que quebram o silêncio com uma risada
e não se importam com o som mais ou menos que transportam.
Mais ainda de quem ri de qualquer coisa,
e não se importa do que vão pensar de sua bobagem.
Gosto de quem ri alto, 
de quem ignora o conceito socialmente correto de rir baixo.
Admiro quem ri de seu fracasso, 
de quem não se importa do tamanho de seu desastre.
Ri e Recomeça.
Amo quem faz os outros rirem. 
Mesmo na tristeza, quanta alegria uma risada pode transmitir.
Gosto daqueles que notam a única risada que cada um tem, 
e ainda riem da risada engraçada que o outro fez.
Gosto de quem disfarça sua timidez com uma risada.
Também de quem não se envergonha de rir agora.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Reliquias na casa da vovó: Robinson Crusoe

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Olá leitores! hoje visitei minha avó e fomos ao cantinho em que ela guarda os seus livros, dizendo melhor: os seus xodós. Minha avó é uma professora de Braile aposentada que admira a literatura, fez-me levar pra casa a maioria de seus livros. Foi um peso danado pra carregar todos eles! Mas admirei-me com alguns que ela me apresentou. Resolvi compartilha-los na série Relíquias na casa da vovó e contar um pouquinho mais dos livros que encontrei por lá.


  O primeiro post dessa série é conhecido principalmente dentre os estudantes de Jornalismo, "Robinson Crusoe" de Daniel Defoe e traduzido por Paulo Bacellar. Defoe é conhecido como o criador do jornalismo britânico. No meu primeiro semestre em jornalismo (que foi mês passado, rs) estive em uma aula de história em que a professora comentou sobre este texto e esse autor. Procurei rapidamente na internet e não encontrei...Mal sabia que estava inteirinho na casa da vovó rsrs.


Robinson Crusoe foi publicado no primeiro folhetim do mundo, o "Daily Courant" em 1719. Uma auto-biografia ficcional que relata um homem náufrago que viveu 28 anos em uma ilha distante no caribe, deparando-se com canibais e revoltosos antes de ser encontrado. Provavelmente, a história foi influenciada pela vida real do escocês chamado Alexander Selkirk. Quando eu concluir a leitura, postarei mais informaçôes! :)

Opinião: Brasil, o país do futebol?


  Os diversos meios de comunicação nos trazem noticias de um jogo de copa do mundo que trouxe decepção aos Brasileiros. Adultos e crianças com o rosto repleto de lágrimas, uma tristeza, uma dor. Brasil, o país do futebol? Enquanto uns choram pela perca da taça da Fifa, há de se pensar que existem cidadãos chorando por outros motivos?

  Alguns choram pelo derramar de sangue. O sangue perdido de um brasileiro (e muitos) pela falta de um hospital, pela falta de uma oportunidade, de um cuidado. Pela falta de segurança nas ruas do país verde-amarelo que está manchado da violência. O ganha pão do trabalhador brasileiro foi revertido aos estádios e também, ao status de um Brasil do "futebol, carnaval e da mulher bonita" que atrai turismo.

  Mas é só o governo que é vilão? Também. Uma população grandiosa, maior que os indivíduos dentro do congresso, ainda se lamenta por uma partida de futebol. Homenageiam e idolatram a seleção que está ali jogando e ganhando milhões e milhões. Sentem pena de um jogador que foi agredido no jogo (que provavelmente está em sua banheira coberta de ouro), enquanto não sentem e não fazem nada ao ver o vizinho passando por dificuldades.

  Pagam caro em um ingresso para tirar selfie no jogo, porém, as demais areas não estão bem devido ao "governo que não os favorecem". E a  realidade que nos cerca? Esta não pode ser mascarada e deixada de lado. O país vive um paradoxo. Não é só o governo. É você que continua se conformando com o país do futebol.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Você pode chegar ao fim da vida amanhã, então aproveite o máximo todos os dias ... A vida só é ruim se você a faz mal." Athena Orchard

Athena Orchard, garota de 12 anos que morreu de câncer mês passado deixou lindas frases atrás do espelho de sua casa. Leia a reportagem aqui.

domingo, 1 de junho de 2014

Escrever


Da dor sai poesia.
Da vida, palavras nítidas no embaraço que se finda. 
Da alegria há sempre uma escrita.
Da saudade, eu encontro liberdade na carta que releio.
diria que belo apreço as palavras carregam em cada texto.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O esconderijo da humildade


Do que vale o que é concreto se nos afasta do que está perto...
e nada pode ser visto quando a proeminência do ser está em alto nível.
Valor não há se a humildade não constar nas linhas da vida, 
em cada esquina, até quando o azar o acompanhar.

Em formas de gratidão poderá cantar as tristezas e compartilhar as perdas. 
E trará o brilho do ganho quando resgatar a simplicidade
nessas linhas da vida, um dia embaraçadas
outro dia encarregadas de retribuir alegria...

Pois a vida, esta rápida vida, é mais do que o mero capital
e o pouco poder que o ser acha que tem
no suspiro da vida já se perde tudo que tem.

Mas ficará na herança e na memória de quem o conheceu,
que a felicidade é construída no simples caminho que se tem.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Amor


Um dia quis saber o que é o amor.
Procurei no mundo e achei a paixão,
só me trouxe solidão...
Colecionei decepção.

Mas algo me dizia para não desistir
e pude sentir que o melhor estava por vir.
Caí em prantos quando vi que o tal "amor" tinha um fim.

Mas amor não é para se definir em poucos versos...
Eu não o vi, mas pude sentir.
E não, não tem fim.

O amor especial que se findou antes
mesmo de eu nascer,
me senti pequena, porém segura
e mais do que feliz
quando vi que este tão grande amor 
me escolheu para amar.

Não olhou para meu passado,
não questionou meus atos.
Eu posso sentir e isso é mais do que falar
sobre um amor incomparável e infinito.

É o amor que Deus tem por mim.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Azáfama


Aonde está a inspiração de cada dia,
atrasados e ocupados
nessa agonia
do tempo passar.
de ficar pra trás,
perder para o tempo que passa depressa demais.
Já não vejo a aurora,
A vista embaça no desfecho do agora.
O que seria a última coisa a fazer
já que a vida passa tão depressa
sem dar chance para perceber 
o que havia em nós de receber
da vida
que voa,
e que fica.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Memórias de um poeta morto, por Bernardo Rocha.


O teu sorriso fez-se música,
e o teu olhar poesia
nos meus versos desajustados.
Na métrica cega que o guia, 
Que sem asas...voa,
e ancorado...navega,
ela fez-se arte
nas tristes mãos do solitário artista,
que preso...dança,
liberto...se contesta,
ao pintar em versos 
O lindo gesto que fez-se poesia.

Um poema de Bernardo Rocha
Para Alicia Ribeiro

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