quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O meu olhar no campo


  Enquanto eu procurava um lugar confortável no mato para fotografar algumas cenas avistei um passarinho muito simpático. Na verdade, eram dois e deduzo que eram mãe e filho. O filhote estava muito feliz, suponho eu. Ele voava entre as asas do pássaro maior, que pairava entre os ares sem nenhum medo do vento os derrubarem. Fiquei parada observando e, naquele momento, desejei ter asas para os acompanhar. Logo, me esqueci de fotografá-los...

  Como dizia o poeta Manoel de Barros, o menino pegou o olhar do pássaro e a criança escutou a cor do passarinho. Quem dera, se por uma vez só, meus olhos voltassem à meninice. Esse era o desejo de Drummond, Quintana e Fernando Pessoa. Porém, sei que só no campo, os meus pés ficam descalços e a história das aves são mais importantes que as contrariedades da modernidade.












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