
Mas dessa vez, mesmo eu com vinte primaveras e ele, alguns meses mais novo que eu, brigamos outra vez por uma coisa banal, que travou o peito atravessando o coração e partindo-o ao meio. Brigamos por não ter nos abraçado já tem um tempo desde que mamãe obrigava-nos a se abraçar e parar de brigar.
É meu irmão, o nosso abraço está enferrujado.
Choramos juntos. Fazia tempo que minha lágrima caia no canto de sua camisa. A última vez eu nem me lembro... Faz tempo que nossos braços se cruzam em tom de alento. És meu pequeno, mesmo sendo maior que eu.
Papai chorou vendo a gente se abraçar. Coçou o olho rapidinho, mas eu sei que chorou...