sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Azáfama


Aonde está a inspiração de cada dia,
atrasados e ocupados
nessa agonia
do tempo passar.
de ficar pra trás,
perder para o tempo que passa depressa demais.
Já não vejo a aurora,
A vista embaça no desfecho do agora.
O que seria a última coisa a fazer
já que a vida passa tão depressa
sem dar chance para perceber 
o que havia em nós de receber
da vida
que voa,
e que fica.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Memórias de um poeta morto, por Bernardo Rocha.


O teu sorriso fez-se música,
e o teu olhar poesia
nos meus versos desajustados.
Na métrica cega que o guia, 
Que sem asas...voa,
e ancorado...navega,
ela fez-se arte
nas tristes mãos do solitário artista,
que preso...dança,
liberto...se contesta,
ao pintar em versos 
O lindo gesto que fez-se poesia.

Um poema de Bernardo Rocha
Para Alicia Ribeiro

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