terça-feira, 8 de julho de 2014

Reliquias na casa da vovó: Robinson Crusoe

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Olá leitores! hoje visitei minha avó e fomos ao cantinho em que ela guarda os seus livros, dizendo melhor: os seus xodós. Minha avó é uma professora de Braile aposentada que admira a literatura, fez-me levar pra casa a maioria de seus livros. Foi um peso danado pra carregar todos eles! Mas admirei-me com alguns que ela me apresentou. Resolvi compartilha-los na série Relíquias na casa da vovó e contar um pouquinho mais dos livros que encontrei por lá.


  O primeiro post dessa série é conhecido principalmente dentre os estudantes de Jornalismo, "Robinson Crusoe" de Daniel Defoe e traduzido por Paulo Bacellar. Defoe é conhecido como o criador do jornalismo britânico. No meu primeiro semestre em jornalismo (que foi mês passado, rs) estive em uma aula de história em que a professora comentou sobre este texto e esse autor. Procurei rapidamente na internet e não encontrei...Mal sabia que estava inteirinho na casa da vovó rsrs.


Robinson Crusoe foi publicado no primeiro folhetim do mundo, o "Daily Courant" em 1719. Uma auto-biografia ficcional que relata um homem náufrago que viveu 28 anos em uma ilha distante no caribe, deparando-se com canibais e revoltosos antes de ser encontrado. Provavelmente, a história foi influenciada pela vida real do escocês chamado Alexander Selkirk. Quando eu concluir a leitura, postarei mais informaçôes! :)

Opinião: Brasil, o país do futebol?


  Os diversos meios de comunicação nos trazem noticias de um jogo de copa do mundo que trouxe decepção aos Brasileiros. Adultos e crianças com o rosto repleto de lágrimas, uma tristeza, uma dor. Brasil, o país do futebol? Enquanto uns choram pela perca da taça da Fifa, há de se pensar que existem cidadãos chorando por outros motivos?

  Alguns choram pelo derramar de sangue. O sangue perdido de um brasileiro (e muitos) pela falta de um hospital, pela falta de uma oportunidade, de um cuidado. Pela falta de segurança nas ruas do país verde-amarelo que está manchado da violência. O ganha pão do trabalhador brasileiro foi revertido aos estádios e também, ao status de um Brasil do "futebol, carnaval e da mulher bonita" que atrai turismo.

  Mas é só o governo que é vilão? Também. Uma população grandiosa, maior que os indivíduos dentro do congresso, ainda se lamenta por uma partida de futebol. Homenageiam e idolatram a seleção que está ali jogando e ganhando milhões e milhões. Sentem pena de um jogador que foi agredido no jogo (que provavelmente está em sua banheira coberta de ouro), enquanto não sentem e não fazem nada ao ver o vizinho passando por dificuldades.

  Pagam caro em um ingresso para tirar selfie no jogo, porém, as demais areas não estão bem devido ao "governo que não os favorecem". E a  realidade que nos cerca? Esta não pode ser mascarada e deixada de lado. O país vive um paradoxo. Não é só o governo. É você que continua se conformando com o país do futebol.

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