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segunda-feira, 28 de março de 2016

O mal da corrupção

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O Brasil é a sétima maior economia do mundo e tem uma forte produção de minerais, agrícolas e manufaturados que exportam às duas potências mundiais - EUA e China.  Este país que já nasceu em berço de corrupção pela soberania colonizadora que direcionou a escravidão, o Brasil é o retrato de uma economia que é fragilizada por erros administrativos e políticos.

  O Brasil possui um PIB de US$ 1,53 trilhão e o salário mínimo nacional do cidadão brasileiro é de apenas US$ 228 (R$880), enquanto que, no Canadá o salário está entre 10 e 12 doláres canadenses por hora – um Canadense que trabalha 6h por dia ganha por volta de dois mil dólares. A diferença do produto interno bruto entre estes dois países não é gritante, este último possui US$ 1,78 trilhão. Mas as importações do Canadá são maiores que as exportações comparadas ao Brasil. O Brasil exporta muito mais do que importa e isto significa que há uma abundância de recursos naturais – algo que não foi presenteado à America do norte.

  Uma notícia popular correu entre os brasileiros nos últimos dias com o nome do Nióbio – um metal é aplicado em industrias de tecnologia de ponta, um setor próspero no Canadá, mas este país possui uma reserva de apenas 1%. Enquanto que no Brasil, há 98%. A CBMM que age em grande parte do Nióbio no Brasil movimenta mais de bilhões em exportações e vendeu 15% da empresa por 4 bilhões para a China e a Coréia em 2011.

  O Canadá movimenta US$474,255 bilhões nas exportações e o Brasil US$191,1 bilhões com uma queda de 14% em relação ao ano anterior.  Um país que possui recursos para sair da zona de um país emergente, se torna um paradoxo em referência aos países desenvolvidos.

  A Vale é o segundo principal setor financeiro no Brasil, logo depois da Petrobras, e os resíduos da barragem que se rompeu este ano resultaram como na quebra de renda de pescadores locais como para toda a economia. A ONU divugou um relatório no dia 22 de março que a falta de água prejudica a economia no âmbito de que a qualidade da água é uma questão essencial, pois mais pessoas morrem por contato com água contaminada do que a soma de todas as formas de violência.

  Os escândalos de corrupção na Petrobras causaram uma devida instabilidade à economia do país e continuamente vem sido abalada com as investigações da Lava-jato, manifestações de esquerda e direita e ainda os discursos da Presidente que sustentam um cenário de golpe. E Para completar, O Brasil foi rebaixado como um “mal pagador” pelo acúmulo da divida externa. A política caminha junto com a economia e com este governo sendo manchado pela corrupção, não adianta os inúmeros recursos naturais de reservas brasileiras se não estão sendo direcionados ao acréscimo econômico e beneficio da população. Certamente, o destino da economia do país está cada vez mais incerto.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Por uma educação que sane os problemas sociais

 
(A Finlândia fica em primeiro lugar, Canadá em décimo e a Indonésia por último, logo depois do Brasil)

  Não ouso fazer comparações entre o Brasil e o exterior, isto seria uma tamanha injustiça começando pela história da colonização do Brasil, sendo este descoberto em 1500, mas só devidamente "entrado" ao mapa trinta anos depois por receio de que os portugueses perdessem a eficaz mão-de-obra indígena na exploração do pau brasil para os holandeses, ingleses ou franceses. O processo de escolarização básica também veio muitos anos depois, apenas em meados do século XX. A rede pública? só no inicio dos anos 80.

  Tudo bem, isso está na história... Mas o que intriga à qualquer cidadão que se vê obrigado à situação eleitoral, sabe bem o que é viver na era do feudalismo mas com algumas pequenas exceções. Passamos pelo pedágio à caminho do manso senhorial, mas somos indevidamente cobrados pela passagem (ou o alto preço da gasolina) e tampouco protegidos de ataques bárbaros - Não há segurança enquanto a inflação sobe e o salário mínimo não acompanha, sendo que a desigualdade social é um dos grandes motivos da violência. Então, aonde está a solução de tantos problemas sociais?

 Enquanto estive estudando no exterior, a segurança foi o que mais me impressionou em rumo às aulas de inglês. Quando o sol já estava de partida e a rua mais escura, me tomava por um medo de que acontecesse alguma coisa ruim comigo. Mas logo fui me acostumando à vida mansa do lugar com os jornais retratando notícias de anos atrás.Voltando ao meu país, me vi em uma profunda tristeza (que me fez ser dramática no primeiro parágrafo) por este país de tantas riquezas naturais e ainda estar mendigando por educação, saúde e segurança ou um pouco mais de justiça.

 Poderia citar o Nióbio - não é a deusa grega mas tão fértil quanto ela e depois do século XX começaram à aplica-lo em industrias de tecnologia de ponta. Porém, é um metal raro e o único país no mundo que detém a maior reserva deste mineral é o Brasil (98%, e o Canadá com 1%). Movimenta mais de bilhões em exportações e em 2011, a China e a Coreia pagaram quatro bilhões por 30% da empresa que age em 80% do Niobio no Brasil - a CBMM. Mas porque tanto dinheiro não é convertido aos problemas em que a população se submete todos os dias?

  Uma vez, na sala de aula, nos perguntaram assim: O que o ladrão roubaria de você? alguns pensaram no Iphone 6 que pagou em doze vezes, o veículo em que os "salva" do transporte público todos os dias e alguns itens em que o modesto salário de um estagiário pode comprar. "Há algo muito valioso dentro de ti e o seu conhecimento ninguém pode lhe tirar. Caso roubem o que você conquistou, com conhecimento, você constrói tudo de novo." Essa frase nunca mais saiu da minha cabeça e me fez pensar em como a educação vem sendo abalada.

  Meus pais sempre pagaram escola particular com o comércio em que eles abriram no entorno da capital, doentes ou cansados, nunca os vi faltar um dia de trabalho ou até tirar férias de 30 dias. Fiz o enem e me deparei que o cursinho por fora que eu fazia depois das aulas me ajudaram em apenas metade do conteúdo daquela prova. Colegas em que foram morar na capital e puderam estudar em colégios mais caros, como o Galois ou Marista, conseguiram (ou tiveram mais facilidade) em passar pelo PAS e cursar na UnB. Claro que há exceções e acredito profundamente no ditado em que o aluno faz a escola, mas até quando o governo vai deixar de fazer melhores escolas... Uma lei recente (e lamentável) estava para ser aprovada, de que alunos com boa renda familiar deveriam pagar pelo menos a metade da mensalidade de universidades federais, pois foi constatado que há mais ricos em universidades públicas. É tampar o sol com a peneira.

  Como Suassuna dizia, o bom mesmo é sermos realistas esperançosos. Ainda acredito que um dia a prioridade seja a educação e que as outras necessidades públicas; como a saúde, infra-estrutura e segurança, sejam acrescentadas através da educação. Acredito que as futuras gerações tenham orgulho de estudar em uma escola pública. Que na rede pública, estes tenham uma devida base escolar para concluir o ensino superior e não sejam apenas profissionais com um certificado descartável. Mas com o conhecimento que vem acompanhado de bom senso e coração.

Eu acredito mesmo é nessa 
nossa geração.

domingo, 15 de março de 2015

uma pequena liberdade de expressão

Um turbilhão de pensamentos rodeiam um dispositivo tão recente para se fazer revolução. As redes sociais capturam mais de milhões de pessoas em prol de alguma coisa, os pescadores do passado iriam gostar. Mas o que me intriga é que o parecer passou à importar mais do que a causa. Deixe eu explicar melhor.

Hoje, deslizando o mouse sobre a minha conta em uma rede social qualquer de um cara bilionário que comprou o whats app mas perdeu o snapchat, vi uma série de informações sobre um mesmo assunto. Algo que se tornou famoso nos dias recentes, fazer manifestação. Vi pessoas tirando selfies com os policiais, vi pessoas agredindo os policiais (e vice-versa).

Vi pessoas com a blusa do país, vi pessoas tentando arranjar formas de combinar o verde e amarelo para depois postar um look do dia. Vi pessoas sorrindo ao lado do congresso, vi pessoas gritando e sacudindo os seus cartazes ali perto. Quanta coisa eu vi sentada em uma cadeira, mas não quero falar sobre a vida globalizada e sedentária que as redes sociais me trouxe. Esse paradoxo me intriga. E é mais difícil entender tal fato do que decifrar aquelas equações gigantescas do ensino médio, ainda mais para uma jornalista fugitiva da matemática.

Eu perdi a pauta. Já não sei mais responder as perguntas irritantes do lead, para explicar a causa disso. Para prever o futuro disso. Alguns apoiam a volta do pior período do país. Pode ser só um mito. Quando a gente recebe uma mensagem assim que  está escrito para repassar, pode esperar que é mais um querendo fama na rede social verdinha do celular. Alguns só escreveram um cartaz de uma frase bacana, para ser marcado online.

Como outros, queriam mesmo mudar o destino de um pais tão manchado de corrupção. Mas enquanto houver falta de informação, não vai ter solução. Enquanto ainda existir gente gritando por aí um canto de beija-flor, no mês de fevereiro, celebrando o camarote que veio do dinheiro arrancado de um povo que está sofrendo. Para só depois, em março, gritar por uma causa que nem está entendendo, e defender mais ainda os anos 60 e os seus seguidos terríveis vinte anos. Ai! Deve cansar. Porque todo esse fôlego é em vão.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Se mobilize

  Ultimamente tenho ouvido sobre a proposta de um impeachment daqui há 4 dias. Não é a primeira vez neste ano em que as pessoas discutem sobre o futuro acontecimento, e em cada esquina, há um contestador. E eu concordo. Cidadão tem que expor os seus direitos. Mas poucos pensam no que vem depois. 

Os manifestantes, principalmente aqueles que postaram cartazes no facebook do protesto de 2013, defendem tanto um impeachment como se fosse a solução de todos os problemas na sociedade, ou apenas ali no congresso. Mas eu espero que ao menos, digam quem irá governará o país quando a Dilma sair. (Não. Eu não votei nela, aos curiosos) Provavelmente o seu vice, do mesmo partido de Renan Calheiros e Eduardo Cunha - nomes tão famosos na operação lava jato. 

O pior ainda é que quem intervém com a proposta do grande evento de 15 de março, mal sabe que por trás há uma grande quantia de pessoas que apoiam uma intervenção militar. Para os manifestantes das redes sociais que ainda não entenderam, sinto muito, mas a sua critica que teve centenas de curtidas, provavelmente será censurada. Sobre o terceiro verso deste texto, eu concordo com a democracia. 

Eu sou uma cidadã insatisfeita com as decisões políticas como tantos outros, mas foi a maioria quem decidiu ser assim. Mesmo assim, eu não deixo de ser uma iluminista nata. Mas como não vivemos nas obras de Dalí, o que nos convém é lidar com a realidade, bem acima de tais caprichos. Como não é diferente para Newton: em toda ação há uma reação. 

Olha, não adianta reclamar sobre a corrupção e ainda, continuar pagando a monografia e furando a fila. Meu caro, não é besteira. Vou jogar uma frase bem clichê: se o próprio ser humano mudasse antes de julgar o outro, o mundo seria outro. E ainda nos ideais platônicos, eu só espero que antes de se pensar em sair às ruas, a ação esteja ali nas urnas.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Era de aparências

É triste pensar nas coisas que fazem sucesso ultimamente. Não pretendo criticar ninguém, nada disso. Mas venho expor um pensamento de massa, que é costume chamar de "moda". Sim, todos nós somos influenciados por algo, seja ruim ou bom. Mas isso acaba formando pessoas sem personalidade e ideais unificados ao que a grande massa aceitaria. 

Isso todos sabem. Mas porque é tão difícil expor uma opinião? Vejo que a culpa não é do moço que "vai com os outros", mas de pessoas que são capazes de aniquilar um outro ser simplesmente por este pensar diferente. Na era digital (não que eu tenha vivido na época do pombo correio - o que seria legal), vê-se discussões de pessoas autodenominadas socialistas-cheguevara-deiphone versus capitalistas-coxinhas-dehillux-em56vezes. Me desculpem o estereótipo, mas é tudo tão comum em uma sociedade na qual o aparentar é mais importante.

 Atualmente, não importa mais a bagagem de conhecimento que uma pessoa coleciona em sua mente. É mais viável (e na moda) que se dê uma boa resposta socialmente correta ao do contra no facebook. Também não importa se alguém está endividado porque gastou mais do que devia, o importante (e na moda) é que tenha o produto. E não importa se alguém está ou não se divertindo em algum lugar, o importante (e na moda) é que confirme sua presença nas redes sociais e depois poste umas poucas 988655 fotos nas redes sociais.

Toda essa onda de ostentação só mascara, ainda mais, pessoas que, em seu interior, são bem diferentes dessa realidade vivida. E que, por muitas vezes, não conhecem nem a si mesmas. Elas preferem interagir com máquinas do que com pessoas, preferem atualizar o status do que viver a vida. Estão fingindo para serem aceitas?

terça-feira, 8 de julho de 2014

Opinião: Brasil, o país do futebol?


  Os diversos meios de comunicação nos trazem noticias de um jogo de copa do mundo que trouxe decepção aos Brasileiros. Adultos e crianças com o rosto repleto de lágrimas, uma tristeza, uma dor. Brasil, o país do futebol? Enquanto uns choram pela perca da taça da Fifa, há de se pensar que existem cidadãos chorando por outros motivos?

  Alguns choram pelo derramar de sangue. O sangue perdido de um brasileiro (e muitos) pela falta de um hospital, pela falta de uma oportunidade, de um cuidado. Pela falta de segurança nas ruas do país verde-amarelo que está manchado da violência. O ganha pão do trabalhador brasileiro foi revertido aos estádios e também, ao status de um Brasil do "futebol, carnaval e da mulher bonita" que atrai turismo.

  Mas é só o governo que é vilão? Também. Uma população grandiosa, maior que os indivíduos dentro do congresso, ainda se lamenta por uma partida de futebol. Homenageiam e idolatram a seleção que está ali jogando e ganhando milhões e milhões. Sentem pena de um jogador que foi agredido no jogo (que provavelmente está em sua banheira coberta de ouro), enquanto não sentem e não fazem nada ao ver o vizinho passando por dificuldades.

  Pagam caro em um ingresso para tirar selfie no jogo, porém, as demais areas não estão bem devido ao "governo que não os favorecem". E a  realidade que nos cerca? Esta não pode ser mascarada e deixada de lado. O país vive um paradoxo. Não é só o governo. É você que continua se conformando com o país do futebol.

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