quarta-feira, 11 de março de 2015

Se mobilize

  Ultimamente tenho ouvido sobre a proposta de um impeachment daqui há 4 dias. Não é a primeira vez neste ano em que as pessoas discutem sobre o futuro acontecimento, e em cada esquina, há um contestador. E eu concordo. Cidadão tem que expor os seus direitos. Mas poucos pensam no que vem depois. 

Os manifestantes, principalmente aqueles que postaram cartazes no facebook do protesto de 2013, defendem tanto um impeachment como se fosse a solução de todos os problemas na sociedade, ou apenas ali no congresso. Mas eu espero que ao menos, digam quem irá governará o país quando a Dilma sair. (Não. Eu não votei nela, aos curiosos) Provavelmente o seu vice, do mesmo partido de Renan Calheiros e Eduardo Cunha - nomes tão famosos na operação lava jato. 

O pior ainda é que quem intervém com a proposta do grande evento de 15 de março, mal sabe que por trás há uma grande quantia de pessoas que apoiam uma intervenção militar. Para os manifestantes das redes sociais que ainda não entenderam, sinto muito, mas a sua critica que teve centenas de curtidas, provavelmente será censurada. Sobre o terceiro verso deste texto, eu concordo com a democracia. 

Eu sou uma cidadã insatisfeita com as decisões políticas como tantos outros, mas foi a maioria quem decidiu ser assim. Mesmo assim, eu não deixo de ser uma iluminista nata. Mas como não vivemos nas obras de Dalí, o que nos convém é lidar com a realidade, bem acima de tais caprichos. Como não é diferente para Newton: em toda ação há uma reação. 

Olha, não adianta reclamar sobre a corrupção e ainda, continuar pagando a monografia e furando a fila. Meu caro, não é besteira. Vou jogar uma frase bem clichê: se o próprio ser humano mudasse antes de julgar o outro, o mundo seria outro. E ainda nos ideais platônicos, eu só espero que antes de se pensar em sair às ruas, a ação esteja ali nas urnas.

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