
Por esse ocorrido básico, meu pai não deixou eu tirar carteira de moto nunca na minha vida, eu achei foi bom. A boa noticia é que tirei habilitação para veículos, e também aprendi o freio de uma moto. De longe. Mas não vá achando que tenho uma relação amigável com o carro, esses dias fui sair da garagem e bati o carro em uma árvore. Eu e ele somos colegas, não sou tão barbeira assim, mas é que a árvore estava no lugar errado. Detalhe: antes de bater na árvore, "encostei" no murinho ao lado. O carro só amassou porque a qualidade é ruim. Eu não sou uma motorista excelente, mas realizei meu segundo desejo. Né não? O meu terceiro desejo era ser médica. Em meus sonhos, estava alegrando as pessoas e cuidando de muita gente.
Creio que se eu tivesse exercido a profissão, talvez esqueceria o meu querido Mc lanche feliz dentro de alguém enquanto realizava uma cirurgia. A verdade é que eu descobri o que eu sempre quis ser. A única coisa que eu gostava em um hospital, era gente. A relação entre gente, a história contada por muita gente. A alegria, a tristeza. O caminho de uma longa vida que cada um percorreu. Eu queria mesmo, era contar histórias para as pessoas ali, e depois escrever a história de cada um ali. Fiz jornalismo, e agora posso comer meu mc lanche em frente aos livros e bloquinhos em paz. Conclusão: Amadurecemos. Crescemos. Choramos. Sorrimos. E mesmo que o destino tenha percorrido por outros caminhos, o que nos interessa é que estamos felizes aqui. Da minha lista que surge agora aos 18 anos, sei que posso realizar. Mas vai ser do jeito que vou ser quando eu tiver 30 anos, e se não for, tento de novo. Porque enquanto há vida, há esperança. Como diz o queridinho Machado De Assis, somos uma coleção de estórias e se definir é se limitar.
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