sábado, 28 de fevereiro de 2015

A grande intriga das cores


  Eu sei que todo mundo já está cansado de ouvir sobre o vestido cafona que quebrou a mídia nos dias recentes, sei também que tem alguns pensadores das redes sociais dizendo que o país só iria pra frente se a política bombasse como o vestido branco e dourado, opa! azul e preto. Eu também acho isso tudo uma baboseira, mas me poupe que vou falar de corrupção por 24hrs. A vida precisa de um pouco de humor, mas mais do que isso. Curiosidade. A verdade é que formulei milhões de teorias sem sucesso na minha cabeça para enfim entender porque a mesma foto do vestido mudava de cor e não era nenhum gif. Me perguntei como os gregos já sabiam da teoria disso há milhões de anos atrás. Também perguntei pro carinha do lanche em frente ao meu trabalho, que cor ele estava vendo e quando eu disse que eu via de outra cor, ele disse que eu estava com problema. Ok. Pesquisei no google, e nada. Até a Sandra Annenberg do jornal Hoje não me convenceu. Mas lembrei de um livro da escola que exemplificava que o olho não vê cor, mas sim o cérebro. Talvez a Sandra esteja certa quando disse que o cérebro interpreta a cor que quiser. Mas ainda é vago. Nós temos 3 células fotorreceptoras coloridas que captam as cores, e as cores são aquelas primárias que aprendemos na aula de artes: Vermelho, Verde e azul. Então, se você vê um destes três tipos de cores, você não é daltônico. Não se assuste por culpa do vestido. A tia do primário também explicou que através destas 3 cores nascem as cores complementares, e aí vem as cores análogas e enfim nasce o universo infinito e colorido. Então a moça do jornal não está errada, mas além da interpretação do nosso cérebro, há também a quantidade de células que captam as cores. Ainda tá meio difícil de entender né, mas não para por aí! O queridinho cérebro também resolve interpretar uma cor em relação à outras cores vizinhas, é por isso que toda cor muda de cor quando está perto de outra cor. Se quiserem fazer um experimento, para as meninas é só colocar as cores da maquiagem próximas umas às outras. Como uma sombra marrom com contornos de rosa, o marrom vai ser mais claro do que se ele estivesse com contornos de preto, por exemplo. O nosso cérebro é o grande chefão. Tá, mas ainda não cheguei no vestido né. O grande mistério do vestido é simplesmente no fundo da foto, a luz da paisagem ao fundo está saturada. Ou seja, muito clara. Aí que o poderoso chefão, interpreta mais uma vez como quer.

vestido tres cores

"O que nós vemos é o que reflete. Se vemos azul, é porque o objeto absorve tudo e reflete o azul. Nesse vestido são 3 fotos, 1 em cima da outra, e dependendo da quantidade de luz da foto, vê-se cores diferentes. Com mais luz, vê-se dourado." Diz Gustavo Lins, o estudante nerd da UnB.

Observe que quando o fundo da imagem escurece, o vestido se torna azul. Então a explicação que eu melhor compreendi, além de todos fatores que o cérebro interpreta, seria a quantidade de luz sob a foto. Agora podem voltar à viver uma vida normal, que seu olho não tá maluco não. 

A corrida ao futuro

 

 Último ano do ensino médio. È comum que qualquer estudante fique pensativo com as tantas opções de futuras profissões. Eu já estava acostumada com minhas indecisões. Com 7 anos eu queria ser bailarina, até que entrei para a aula de ballet, mas eu era tão desengonçada que a professora resolveu me dar uns lápis de cor e alguns papéis porque ela ainda tinha esperança que eu seria melhor com as mãos. E fui. Só ia para aquela aula chata para pintar e desenhar, até que resolvi ser pintora. Entrei para a aula de pintura, a única aula que encontrei por perto foi pintar panos de prato. Mas com certeza era melhor do que dançar. Só que pintar panos dava um trabalhão, quando eu e meus irmãos ganhamos um computador (aqueles bem grandões, ainda era inicio do século XXI minha gente), encontrei um pedaço do céu chamado paint, o problema foi que estraguei todas as fotos que estavam arquivadas da família, fazia bigodinhos e dente preto nos primos chatos e coloria todos os cabelos do pessoal com o famoso pincel do paint. Até que ouvi falar de uma profissão incrível chamada Webdesign, mas para isso eu precisaria treinar. Fiz um blog, e aprendi as coisinhas complicadinhas de HTML. Só que Blog não era só futricar no layout, eu precisaria escrever. Eu já fazia histórias para os alunos da minha vó, ela era professora de braile aos deficientes visuais. Eu adorava ir com ela até à escola e observar o jeito que ela ensinava e contava as minhas histórias, era lindo. Uma que eu lembro bem, era a "Aliá Bilu", um elefante diferente da maioria. Ainda fazia muitos amigos por lá, eles eram diferentes. Isso que eu gostava.
  A minha quase jornada me levou à optar por cursos que confesso que poucas pessoas da minha sala queriam, e ao que meu pai queria também. Ele sempre quis ter um filho médico, um sonho comum de alguns pais. Mas a verdade é que eu nunca me identifiquei com as profissões de elite, embora eu admirasse. Com 16 anos, pensei em realizar o sonho do meu pai. Quando contei que estudaria para passar em medicina (o engraçado é que a gente nunca fala "vou fazer medicina" e sim "vou estudar pra fazer medicina", já tinha noção que a demanda é grande), o meu pai pulou de alegria. Até que fiquei um pouco mais feliz em optar por Oftalmologia, sempre fui cegueta e toda vez que eu ia ao oftalmologista tinha uns desenhos incríveis do interior dos olhos na parede do consultório. 
  No 3º ano do ensino médio, entrou uma professora de redação novata por lá. Ela já era senhora, e nos primeiros dias de aula já foi zoada porque escreveu algumas palavras sem acento no quadro. Os pais politicamente corretos (inclusive a minha tia, mãe do meu primo que fiz bigode no paint) foram correndo para a direção reclamar sobre a tal calamidade. Na primeira prova do bimestre, bem na primeira folha, tinha um texto sem autoria. E era sensacional e muito introspectivo. Era um daqueles textos que eu não perdia a maioria do meu tempo tentando achar as palavras no dicionário, ou por sorte tentava decifrar algumas das palavras que os autores resolviam inventar para ferrar estudantes preguiçosos. Porém, o texto era simples e inteligente. No fim da aula, fui perguntar à ela quem era o autor daquele texto, e ela respondeu com um sorriso amarelo: eu. 
  Em uma das reuniões da família na pizzaria (dessa vez foi diferente do episódio da rebelião do molho de tomate, ainda bem.), o meu primo bigodudo virtualmente foi caçoar da nova professora de redação, insinuando que ela fosse burra. E perguntei se ele havia lido sequer algo que ela tinha escrito, e a resposta óbvia de senso comum foi "não". E era isso que 90% da escola fazia. Não me importava em participar da quantidade marginal nessa porcentagem, eu nunca gostei das professoras prepotentes que não escreviam uma virgula fora do lugar, nem por corriqueiros erros do cotidiano. Quando em um dia qualquer da semana, fui até a professora novata e perguntei se minhas redações eram boas o bastante para fazer um curso voltado à isso. Ela respondeu que faltava mais. E era a melhor resposta à se ouvir. Os beatles foram titulados como fracassados no inicio da carreira, e einstein reprovou umas boas vezes. Esse não era o meu discurso de motivação, mas eu entendi que quem se acha bom o bastante, não vai à lugar algum. E como diz o poeta Horácio, a adversidade desperta capacidades que em circunstâncias favoráveis teriam ficado adormecidas. 
  Em um dia qualquer e frio na escola, na aula de redação, um aluno típico do fundão disparou à chamar a professora de velha e outras palavras ruins. Olhei para os olhos dela, e estava cheios de água. Ela abaixou a cabeça, e a turma percebeu que ela estava chorando. Ela não era fraca, mas muito sentimental. Eu fiquei comovida com a cena, e quando cheguei em casa, escrevi uma carta para ela. Para conforta-la e reanima-la embora ninguém mais acreditasse nela. No outro dia que entreguei a carta, a diretora veio falar comigo. Não entendi porque estava lá e comecei à pensar no que eu havia feito de errado, mas ela disse que a professora ficou muito feliz e que o mundo precisava de pessoas como eu. Voltei pra sala, e pensei que o mundo só precisava de mais amor. Um sentimento que a professora tinha, mas as pessoas só queriam ver o seu diploma.
  Depois de conversas com a professora, notei quanta bagagem cultural ela tinha. Não eram conhecimentos técnicos, mas experienciais. Ela recusara durante a vida boas propostas para assim trabalhar em escolas do interior. Ela foi um exemplo pra mim. Ela não tinha um título na academia de letras, mas escrevia com o coração. Eu tenho o sonho de fazer um doutorado, mas do que adianta ter isso e não cumprimentar o porteiro? Durante todo o ano, ela dizia que eu precisaria melhorar. E no mês de dezembro, na última prova de redação ela deixou um recado na minha prova, não era que eu precisava melhorar, desta vez ela me elogiou. Foi o elogio mais sincero que havia recebido, eu acreditei no talento que ela disse que eu tinha. Ela também me desejou boa sorte. Como sempre fui uma manteiga derretida, abracei ela e chorei. Quanto aprendizado tive com aquela mulher, nunca esqueci que eu sempre preciso melhorar. 
  A verdade é que eu não escolhi medicina, resolvi abandonar os sonhos do meu pai para seguir os meus. E a reação dele foi melhor que os pulos de alegria, foi uma alegria em ver que eu estava feliz. Isso não tem preço para qualquer pai. 

Beatriz Ferreira

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A rebelião do molho de tomate

  

  Ontem fui à pizzaria para a comemoração do aniversário do meu pai. Aniversário é só uma vez por ano, e mesmo que fossem mais vezes, minha família não perderia um dia especial para comer pizza. Ou até inventaria um. Minha mãe deveria ter colocado o nome do meu irmão de calabresa, e o meu de queijo. Piadinha sem graça, mas o fato é que em qualquer dia dito especial, a fuga é diretamente para a pizzaria. Não posso negar que eu adoro isso, gosto até das calorias! (contanto que seja de mussarela). Mas então, no special day fomos para a pizzaria logo ali na esquina (não era tão perto, mas soou bonito), e começamos com a algazarra de cadeiras. Nas mesas, estavam misturadas cadeiras acolchoadas e outras duras pra dedéu, é claro que a gente quer a primeira opção. Como era um dia que não é como um dia qualquer do ano, resolvemos inovar. Ao invés da calabresa, pedimos lombo. Tá, inovação não é lá nossa praia. Na harmonia do som de garfos batendo no prato, ainda dava para escutar o Bonner no Jornal nacional. E eram aquelas típicas noticias dos "dias de hoje" como diz a minha mãe, mas acho que ela tá certa em suas comparações contemporâneas, privilegiando a época dela. Até o marketing das propagandas de antigamente era mais divertido, pipoca e guaraná era um sucesso. Guaraná tinha que ser Dolly, um sabor brasileiro. Sem contar que na minha infância 1 centavo ainda era grana, hoje nem 5 centavos dá para comprar uma balinha, me revolto com esse papo de 3 balas por 20 centavos.
  Mas voltando aos dias de hoje, enquanto estávamos tranquilos ao som de garfos, de repente veio um barulho de tiros na rua. Foram em torno de 5 seguidos. As pessoas se entre olharam, quando o garçom começou a correr para dentro da cozinha. Não deu outra que todo mundo saiu correndo também, foram tudo pro banheiro. Eram 2 banheiros para umas cem pessoas, não deu outra que as mães malucas trancaram as crianças lá dentro. Maluca eu não sei né, só quem é mãe entenderá. Já não era só o som de garfo e faca, virou uma orquestra aos gritos dos comedores de pizza. Contando com os gritos do garçom também, se tivesse um concurso de medrosos, talvez ele ganharia. Mas antes do povo correr para as privadas, minha mãe ficou empurrando a gente pra debaixo da mesa. Meu irmão caçula ainda estava sem entender, quando puxei seu cabelo (quem mandou ter penteado Black power) e saímos correndo para um lugar que aparentava ser mais seguro, qualquer lugar era mais seguro que debaixo daquela mesa.
  Enquanto isso, havia uma chuva de molho de tomate e queijo derretido, alguns foram mais espertos e correram com a pizza pendurada na boca mesmo. Quando chegamos ao esconderijo que não estava com um cheiro muito bom, procurei pelo meu pai e ele não estava lá. Foi quando olhei para o meu irmão do meio, e ele disse para mim ficar onde eu estava que ele sairia à procura do pai (pareceu uma cena do titanic, só faltou o jack), foi quando a minha curiosidade de jornalista amadora me fez sair daquele corredor, quando olhei em volta, só vi chinelo havaiana espalhados pelo chão. E o meu pai estava na rua tentando entender o ocorrido, de onde herdei a genética curiosa, só não herdei a coragem dele. Voltei para trás. Nisso, as pessoas foram sendo movidas até onde estavam as mesas (e as pizzas), o odor do banheiro até que ajudou. Nem para colocar um Bom ar ali.
  Até que tudo ficou em silencio (exceto o chororô das crianças trancadas no banheiro, coitadas) e meu pai e alguns machões tremendo as pernas voltaram da rua para acudir suas mulheres e filhos desesperados (mais assustados mesmo com suas próprias mães). Meu pai viu o que aconteceu, e era bombinha. B-o-m-b-i-n-h-a. Agora me pergunto como todas as pessoas ali pensaram que bombinha era tiro. Alguns acharam que a culpa foi do garçom; onde um vai, todo mundo vai atrás. Minha mãe culpa o jornal que só fala em tragédia, alguns pensadores no local concordam com a justificativa dela: o perigo já está no subconsciente das pessoas. Eu só acho que a culpa foi do dono da padaria do lado, que soltou bombinha para expulsar os cachorros (fiquei sabendo quando fui comprar pão). E é assim que mais um dia especial termina, só ri agora que acabou o fato, porque na hora a "sofrência" foi danada. Foi pior que as músicas do pablo.

Vivido e escrito por Beatriz Ferreira

Hoje


Ultimamente é a palavra que escolhi
para falar dos dias que eu vivi.
Ultimamente colecionei palavras pelos cantos das ruas.
Tão modernas que fazem bolhas de sabão
por onde a chuva passa.
Eu só quero dizer
que mais e mais
não dá para notar
se não for ultimamente.
Porque a vida vive no presente
deixa de se preocupar descontente
com coisa lá de fora
coisa que passou, foi embora.
Não corre atrás não,
o passado deu espaço
para viver o agora. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Há o que sentir


Me perguntaram como era a felicidade. 

Respondi que eu não podia vê-la. 

Logo pensaram que ela poderia não existir. 

Mas que bobagem! deixe-me concluir.

Alguns pesquisam tanto que acabam não encontrando. 

Quanto esforço pra nada! Só sinta. É no sentir. 

A gente não pode ver, nem ao menos deduzir. 

Tampouco escrever no próprio querer. 

A felicidade tem um dono e não é você.

São tantas filosofias e frases do dia, que esquecem mesmo do que significa. 

O caminho até a felicidade... Pera lá, não vou filosofar...

Uma palavra melhor: O modo de chegar até ela não é do seu jeito ou em seus próprios meios.

Tem um dono, que anseia em te encontrar
quando você o aceitar.

É Jesus. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Uma carta para quem quer ser jornalista, mas é tímido.

 

  Quando resolvi que estudaria jornalismo para assim fazê-lo pelo resto de minha vida, houveram perguntas do tipo: "como você vai ser jornalista se nem fala muito?" e afirmações de que jornalistas são extrovertidos. Bom, eu sabia que era tímida, mas sabia que se é isso que eu gosto, os obstáculos seriam meros detalhes. E foram.
  Uma vez, eu li em algum site por andanças na Internet, a seguinte frase: "O jornalista antes de tudo e acima de falar, deve saber ouvir". Esta é realmente uma qualidade que muitos dos tímidos e introvertidos possuem, e certamente, a qualidade principal de um jornalista (se há uma principal, é claro). Como um jornalista irá falar se mal sabe ouvir? esta é hoje, a minha resposta retórica para quem acha que jornalista não pode ser tímido. Aliás, o que é timidez? é uma fase, um estado de espírito. Não podemos nos definir exatamente tímidos se não amadurecemos o suficiente, e se formos, o desejo pela profissão quebra qualquer muralha. Acredite. 
"Quando eu decidi virar jornalista, decidi que tinha de superar o problema. Se ser tímido era um problema, eu tinha de superá-lo. Não significa que eu resolvi completamente o problema. Eu nunca fui um cara atirado com garotas, por exemplo. Mas se era preciso fazer uma entrevista, eu tinha de perguntar o que era preciso saber. A necessidade me fez superar o problema." O jornalista Paulo Vinicius Coelho em entrevista ao na mira (atualmente é chefe de reportagem da ESPN Brasil e escreve para a folha de S. Paulo)
 Na caminhada até a sala de aula no meu primeiro dia na universidade, meus pensamentos estavam à mil. Tentei imaginar uma sala de recentes comunicadores e futuros jornalistas, e até achei que não conseguiria me encaixar por ser "na minha". Quando pus os pés naquela sala enorme, eu senti um alívio. Foi estranho, minha reação foi contrária ao que imaginava. Mas pensei: aqui é o meu lugar. Esperei pessoas falantes, mas nada. Certamente fui eu quem mais falei (sério). Quando fui dar aquela básica bisbilhotada nos arredores da sala de aula, que por sinal era bem diferente da sala do meu ensino médio, avistei uma colega do cursinho pré-vestibular. Aí já me senti em casa! (agora é brincadeira).
  Todos calados, inseguros e até nervosos. Todos no mesmo barco. Portanto, não pense que apenas você é um jornalista tímido, eu também sou. E a maioria da minha turma também é. Acontece que lutamos contra a vergonha. Vão surgir entrevistas, reportagens e notícias que terá que ir para a rua, e certamente, será a sua melhor experiência. Até hoje, cometo mancadas e falo algumas coisas que depois nem eu entendo o que falei. Mas é isso que deixa a jornada da vida divertida.
Sugiro que leia o livro O poder dos quietos, de Susan Cain. 
Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar?

Boa sorte, e lembre-se que os obstáculos são detalhes.

Oportunidade


A vida te dá investidas,
só pra você notar que uma 
oportunidade se cria.
Nem sempre é como se imagina,
mas é aquilo que te faz viver a vida.
Quem dera se fosse azul.
Mas se for verde, eu procuro a cor amarela
e crio meu mundo azul.
Mais tarde eu vejo que não era bem o que planejei.
Mas que sorte é inventar felicidade
onde não tem.

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