Quando resolvi que estudaria jornalismo para assim fazê-lo pelo resto de minha vida, houveram perguntas do tipo: "como você vai ser jornalista se nem fala muito?" e afirmações de que jornalistas são extrovertidos. Bom, eu sabia que era tímida, mas sabia que se é isso que eu gosto, os obstáculos seriam meros detalhes. E foram.
Uma vez, eu li em algum site por andanças na Internet, a seguinte frase: "O jornalista antes de tudo e acima de falar, deve saber ouvir". Esta é realmente uma qualidade que muitos dos tímidos e introvertidos possuem, e certamente, a qualidade principal de um jornalista (se há uma principal, é claro). Como um jornalista irá falar se mal sabe ouvir? esta é hoje, a minha resposta retórica para quem acha que jornalista não pode ser tímido. Aliás, o que é timidez? é uma fase, um estado de espírito. Não podemos nos definir exatamente tímidos se não amadurecemos o suficiente, e se formos, o desejo pela profissão quebra qualquer muralha. Acredite.
Uma vez, eu li em algum site por andanças na Internet, a seguinte frase: "O jornalista antes de tudo e acima de falar, deve saber ouvir". Esta é realmente uma qualidade que muitos dos tímidos e introvertidos possuem, e certamente, a qualidade principal de um jornalista (se há uma principal, é claro). Como um jornalista irá falar se mal sabe ouvir? esta é hoje, a minha resposta retórica para quem acha que jornalista não pode ser tímido. Aliás, o que é timidez? é uma fase, um estado de espírito. Não podemos nos definir exatamente tímidos se não amadurecemos o suficiente, e se formos, o desejo pela profissão quebra qualquer muralha. Acredite.
"Quando eu decidi virar jornalista, decidi que tinha de superar o problema. Se ser tímido era um problema, eu tinha de superá-lo. Não significa que eu resolvi completamente o problema. Eu nunca fui um cara atirado com garotas, por exemplo. Mas se era preciso fazer uma entrevista, eu tinha de perguntar o que era preciso saber. A necessidade me fez superar o problema." O jornalista Paulo Vinicius Coelho em entrevista ao na mira (atualmente é chefe de reportagem da ESPN Brasil e escreve para a folha de S. Paulo)
Na caminhada até a sala de aula no meu primeiro dia na universidade, meus pensamentos estavam à mil. Tentei imaginar uma sala de recentes comunicadores e futuros jornalistas, e até achei que não conseguiria me encaixar por ser "na minha". Quando pus os pés naquela sala enorme, eu senti um alívio. Foi estranho, minha reação foi contrária ao que imaginava. Mas pensei: aqui é o meu lugar. Esperei pessoas falantes, mas nada. Certamente fui eu quem mais falei (sério). Quando fui dar aquela básica bisbilhotada nos arredores da sala de aula, que por sinal era bem diferente da sala do meu ensino médio, avistei uma colega do cursinho pré-vestibular. Aí já me senti em casa! (agora é brincadeira).
Todos calados, inseguros e até nervosos. Todos no mesmo barco. Portanto, não pense que apenas você é um jornalista tímido, eu também sou. E a maioria da minha turma também é. Acontece que lutamos contra a vergonha. Vão surgir entrevistas, reportagens e notícias que terá que ir para a rua, e certamente, será a sua melhor experiência. Até hoje, cometo mancadas e falo algumas coisas que depois nem eu entendo o que falei. Mas é isso que deixa a jornada da vida divertida.
Todos calados, inseguros e até nervosos. Todos no mesmo barco. Portanto, não pense que apenas você é um jornalista tímido, eu também sou. E a maioria da minha turma também é. Acontece que lutamos contra a vergonha. Vão surgir entrevistas, reportagens e notícias que terá que ir para a rua, e certamente, será a sua melhor experiência. Até hoje, cometo mancadas e falo algumas coisas que depois nem eu entendo o que falei. Mas é isso que deixa a jornada da vida divertida.
Sugiro que leia o livro O poder dos quietos, de Susan Cain.
Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar?
Boa sorte, e lembre-se que os obstáculos são detalhes.

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