segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

É só um conto de fadas?

Na literatura, cinema, ópera ou no ballet, a cinderela encanta desde os pequenos aos mais adultos. E ontem assisti a regravação do filme com Lily James e minha memória não hesitou em recordar os tantos replays que eu dava na fita VHS na infância. Fico imaginando como um sapatinho de cristal permeou o imaginário popular por anos e anos. A versão mais antiga de Cinderela é chinesa, escrita em meados de 860 a.c, porém a mais popular é de Perrault e os Irmãos Grimm - a história que a disney adaptou. 
Resultado de imagem para ilustrações cinderela tumblr  Embora a minha visão do conto de fadas tenha mudado ao longo dos anos, o sentimento pela obra é o mesmo. Não acredito que uma abóbora pode se transformar em uma carruagem guiada por um ganso maluco e uma lagartixa gulosa. Ou que sapatos de vidro são confortáveis e que príncipes encantados sejam perfeitos. Na verdade, para conseguir tudo isso há um grande esforço por trás e príncipes podem se transformar em sapos depois de alguns dias de convivência. Mas os contos de fadas deixam a humanidade menos sem graça.

 A gata borralheira, cinderela ou até as versões mais modernas da Disney me deram alguns ensinamentos que, ao longo da vida, vendo esta última versão com uma idade mais avançada, percebo a importância de algumas virtudes que o ser humano pode achar insignificantes.

 As injustiças vêm à tona, que nem os manifestos de filósofos puderam mudar. A Ella, que vivia no porão da própria casa, realizando serviços domésticos à madrasta que a maltratava, é uma versão literária do que se vê todos os dias nas esquinas e nos jornais. Mas quem podeira pagar o mal com o bem? Felizmente, a bondade não foi tomada de alguns poucos corações.

 E por fim, o final feliz existe sim. Pode ser agora, ou amanhã... É apenas o resultado de nossas ações.

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