Virando na curva onde o vento parou, encontrei um casal de velhinhos segurando uma mala pequena.Observei que a mulher pedia carona para os carros que os cruzavam, mas ninguém os dava atenção.
O vento parou sob o meu rosto e o coração me fez pisar no freio. Eu os convidei para entrar, dizendo onde eu morava e a senhora logo retribuiu um sorriso por ser praticamente minha vizinha.
O vento parou sob o meu rosto e o coração me fez pisar no freio. Eu os convidei para entrar, dizendo onde eu morava e a senhora logo retribuiu um sorriso por ser praticamente minha vizinha.
Conversa vai e vem, e o assunto não sai de um senhor que morava na ultima chácara da rua. Tentei recordar quem poderia ser este homem admirado pelo casal.
Ele vendia leite e espalhava mexericas pela vizinhança. Um homem bom, que a senhorinha não hesitava em sorrir outra vez ao lembrar dos tempos que ela e seu "veio" saíam juntos atrás do leite das vacas do seu Mário.
Parei por um minuto e completei: eu sou neta dele.
Deixei o casal em casa e saí pelo caminho estreito de terra que separava a nossa residência. Por coincidência, era o caminho no qual eu e o "seu Mário" saíamos para cavalgar. Me lembrei da ultima vez em que eu estive aqui, com o Atos e meu avô, descascando mexericas.
São simples coisas na vida e esse pé de tangerina está crescendo a cada dia, vovô.
