A agencia EFE publicou uma pesquisa evidenciando que ler poesia é mais útil para o cérebro do que os livros de auto-ajuda. Especialistas em literatura inglesa, ciência e psicologia monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários ao ler poesias de autores clássicos como Shakespeare, T.S Eliot e Wordsworth. E o resultado antecipado dessa pesquisa foi publicado pelo jornal britânico "Daily Telegraph", relatando que a atividade cerebral "dispara" quando encontram a estrutura semântica complexa e palavras incomuns que encontramos na poesia, algo que não acontecia quando a leitura se dava em uma linguagem cotidiana e coloquial.
O professor encarregado de apresentar este estudo concluiu que a poesia não é um mero estilo, "a descrição de experiências profundas acrescentam elementos biográficos e emocionais ao conhecimento cognitivo das lembranças" disse ele. Pois bem, esse estudo é mais uma comprovação do que já sentíamos ao ler cada palavra unida em uma estrutura conhecida como poesia. Absolutamente, não é uma experiência qualquer. Portanto, reuni poemas para a vida e perceba você o disparo no lado direito do seu cérebro (brincadeira), só sinta.
Guimarães Rosa
"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem..."
Friedrich Nietzsche
"Depois de estar cansado de procurar
Aprendi a encontrar.
Depois de um vento me ter feito frente
Navego com todos os ventos."
Mario Quintana
"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho
Amada, que a vida é breve
e o amor mais breve ainda..."
Carlos Drummond de Andrade
"Quem me acode
à cabeça e ao coração
neste fim de ano,
entre alegria e dor?
Que sonho,
que mistério,
que oração?"
Amor."
à cabeça e ao coração
neste fim de ano,
entre alegria e dor?
Que sonho,
que mistério,
que oração?"
Amor."
Vinicius de Moraes
"Para isso fomos feitos
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra."
Fernando Pessoa
"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."
Mário Quintana
"Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio..."
Clarice Lispector
"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdoo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre."
Mario Quintana
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"