sábado, 23 de maio de 2015

Pausa para sonho(s)

  

  Recortei uns papéis coloridos para grudar em um objeto que estava esquecido no meu quarto. Era um presente que ganhei há quatro anos atrás, mas nunca encontrei uma função boa o bastante para ele... é um metal comprido e cheio de galhinhos. Disseram-me que é um porta-joias. Mas estes galhinhos de metal fizeram-me dar à ele uma nova função: Arvore dos Sonhos. Não pense que a ideia é minha, embora eu tenha quebrado a cabeça com a teoria funcionalista. È que vi em um Vlog que uma amiga (super fã dessas coisas) estava me mostrando. Na verdade, só prestei atenção naquela árvore. A garota do video estava contando que realizou um sonho daquela árvore, veio-me a solução ao porta-joias sem joias, e que talvez eu deveria jogar fora os sonhos rabiscados em papéis um pouco amassados sobre a escrivaninha e recoloca-los como... Joias. Pensei em todos os sonhos que realizei, mas quando pus-me à escrever os meus desejos, surgiram mais sonhos que os galhinhos puderam suportar. Comecei à pendura-los com barbante, um segurando o outro. Mas percebi que acabou ficando mais bagunçado que a minha mesa cheia dos papéis amassados levemente. 

  Mas afinal, meus sonhos são como jóias. Impossível para amadores... Mas lúcido à um sonhador. São tantos eu confesso, disseram-me que eu deveria eliminar alguns. Risquei da lista a mera chuva de sorvete, mas de resto... Guardei todos. E olha, os livros dizem que sonhos só são sonhos quando não são realizados. Mas nunca se pode dizer que sonhos só são sonhos. Quando uma meta é idealizada na mente, mas difícil de alcançar, os técnicos desistem porque sabem que não vai se realizar um dia. Mas um sonhador não desiste porque pensa que um dia poderá se realizar, na verdade, não desistimos porque sabe-se que sonhos alimentam outros sonhos. Não tive aquela chuva dos meus sonhos, mas tenho um freezer que congela bons sorvetes em minha casa. 

  Sonhos nunca morrem. Eles evoluem... Cresci escrevendo coisas improváveis achando que a realidade aceitaria. Mas no fim, aceitou. Aceitou porque eu cresci e os meus sonhos evoluíram. Não acredite no que racionais algum dia vão lhe dizer, o sonho é teu. Regue-os para transbordarem em pequenos galhos da vida. Eles vão crescer junto com ela. 

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