Vou-me embora atrás
do desenho que fiz
na infância.
Corro atrás
das lembranças
que imaginei
possuir um dia.
Escrevo contos
vivo pombos
criei asas para ir
rumo aos sonhos.
Mas da janela
vejo o sol
que mira as
folhinhas de outono,
caídas de encontro
ao mesmo sol
que eu já vi
imaginando estar aqui.
Deixe-me ir
é tudo tão real,
viver sonhos
no sentido literal.